Primeiro romance de Gonçalo M. Tavares, que nos últimos dois anos publicou meia dúzia de livros (por vários géneros, poesia, narrativa e teatro), ganhou dois prémios (Prémio Branquinho da Fonseca, atribuido a "O Senhor Valery" e Premio de Revelaço de Poesia da APE pelo livro "Investigaçes.Novalis"), e galgou fronteiras, com traduçes em antologias poeticas (na Holanda e Belgica) e em revistas anglo-saxonicas. A obra de Tavares tem vindo como que a crescer de uma forma sustentada, digamos assim. Feita de experimentaço, de transfiguraço, afinando mecanismos de escrita. Uma escrita de ideias, com ideias, onde ha ja uma marca autoral bem visivel. Em Um Homem: Klaus Klump, a invaso de um pais faz com que nada volte a ser como era, a guerra interrompeu o decurso da vida. A floresta, para onde muitos fugiram, e o ultimo reduto da resistencia. "Este livro e sobre muitas coisas (...), mas essencialmente sobre a força. A força dos fortes e a força dos fracos que se tornam fortes. Tudo contado por um narrador agil, que paira sobre a historia, acelera a acço e trava-a bruscamente, entra em detalhes, explica tudo, deambula, perambula, filosofa. E tambem um livro sobre a importancia e os limites da linguagem (tanto a humana como a da Natureza; e ainda a das maquinas, esse "som que anuncia um novo Deus"). A guerra termina como começou: sem se saber porque. E o final fica em aberto, numa cena contida a la Tchekov. "Eu sei que para usar a expresso genio se exige cautela e parcimonia. Ainda assim, arrisco. Para mim, este romance no e apenas o melhor que li em portugues nos ultimos anos. E um livro - e no temo a palavra - genial."
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